Sua trajetória renderia mais uma saga. Mas acredito que cansaria e este blog não é o local mais apropriado para contar. Escolhi, então, apenas uma de suas histórias, que ele acaba de confidenciar a seis, sete pessoas – algumas, meninas. Palestrou em alto e bom som, desprovido de qualquer acanho. Ainda que não o conheçam, acreditem em mim, é tudo verdade. Depois conto mais das suas; serão ainda três anos e meio de faculdade ao seu lado.
Reginaldo comeu um ganso.
O meu companheiro de classe também já não faz a primeira faculdade. Passou por Filosofia, por Direito, agora aventura-se no Jornalismo. Quer cobrir política. Nasceu no interior de São Paulo, zona agrária, neto do maior latifundiário local. Muito estudioso desde cedo, acabou aprendendo nos livros a origem da expressão "afogar o ganso". Segundo conta (e o Google atesta), a lenda surgiu na Antiguidade, quando os chineses, buscando atingir o Nirvana, afogavam a ave em meio à prática zoofílica.
Funcionava assim: o chinesinho estava lá, num lago, transando com o pobre ganso. Quando estava próximo ao clímax, apertava seu pescoço e submergia sua cabeça na água. Acontece que, nesse momento, pouco antes de morrer afogada, a formosa ave, involuntariamente, ativa um mecanismo biológico que comprime a sua cloaca. Em outras palavras, o afogamento do ganso travava o pinto do japa e ele experimentava um prazer sexual inigualável.
Pois, Reginaldo quis saber se a lenda procedia. Comeu um ganso no sítio do avô. Não só ganso. Transou também com árvores, com tortas e vários outros excitantes objetos. Um que apreciava bastante era a luva. Pegava na cozinha da mãe uma daquelas luvas de silicone. Preenchia-a com espaguete, de preferência com molho branco, e mandava ver. Não nos disse o que fazia depois com a mistura. Era, o que chamam, pansexual, assumido. Hoje, felicíssimo com o tratamento do seu psiquiatra, totalmente curado, diz que a loucura passou, só participa de orgias entre humanos mesmo.
auehuaheuaheuh
ResponderExcluirEu posso afirmar que tudo que o Reginaldo disse é verdade. Sem pudor nenhum, o cara vai contando os seus causos de arrepiar qualquer pessoa. É muito egraçado!
Confesso que não li ainda todos os textos, mas esse é mais um de meus projetos.
ResponderExcluirO do Reginaldo e do ganso (deveríamos nomeá-lo também, pobre coitado) eu tive que ler.
Aliás, já é uma das minhas histórias mais contadas dos últimos tempos...
Penso muito nesse ganso, que teve este terrível fim: estuprado e afogado, para virar história de mesa de bar.
Bixo cuidado com esse cara!! Pra quem comeu um ganso pra comer sua bundinha é um pulo...
ResponderExcluirE o pessoal achando um absurdo a tortinha do Amrican Pie...
ResponderExcluirChocada...
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